sábado, 30 de julho de 2011

Meu Deus! Será que conheço meu Filho?



Adolescentes - Adolescente na praia


Gostaria de chamar a atenção nesta postagem para dois fatos lamentáveis. O primeiro, Amy Winehouse morreu aos 27 anos, na Inglaterra e o segundo, a noticia  retirada do jornal O tempo, que circula no estado de Minas Gerais. leia...


Uma festa para menores entre 13 e 15 anos em Belo Horizonte inspirada na série de filmes "American Pie", em que jovens se fartam em encontros regados a bebida alcoólica e competições de sexo, terminou com 109 adolescentes levados ao Juizado da Infância e Juventude, na última sexta-feira. Denunciada pelo pai de uma garota de 13 anos que foi ao evento mesmo sem autorização, a festa foi interrompida cerca de duas horas após seu início.

Comissários de menores, acompanhados de policiais militares, surpreenderam os menores que se divertiam ao som de funk e tomavam vodca e chope. O local da festa foi um espaço conhecido como Mirante da Raja, na avenida Raja Gabaglia, no bairro Santa Lúcia.


Segundo a coordenadora substituta do Comissariado da Vara da Infância e Juventude, Denise Pires Costa, quando os comissários chegaram uma garota estava na pista de dança tirando a roupa, simulando um show de strip-tease.


Os 109 adolescentes, todos de classe média, foram levados em kombis ao juizado e só foram liberados com a chegada dos pais, que tiveram que assinar um termo de responsabilidade.


A organizadora do evento, segundo os relatos dos adolescentes, foi embora depois de eles terem dito que tinham pagado R$ 30 para entrar na festa.


Aos policiais e comissários, a promoter, que ainda segundo os adolescentes, seria mãe de uma das garotas que também estava na festa, teria dito que a festa era uma comemoração pelo aniversário de 15 anos da filha. A mulher chegou a ser vaiada pelos adolescentes quando tentava dar sua versão aos policiais. A promoter teria contado com a ajuda da filha e de dois amigos dela, todos menores, para organizar a festa e divulgar o evento pela internet.





No folder da festa American Pie, aparece uma mulher puxando a calcinha. Pelo menos 300 convites teriam sido vendidos em shoppings e na porta de colégios particulares. Na hora, o ingresso custava R$ 50. A promoter foi procurada em casa e por telefone, mas não retornou as ligações.

http://www.otempo.com.br/.


Você deve estar se perguntando, o que tem haver um fato com o outro? simples, esses dois fatos tem um motivador comum, a ausencia de uma educação familiar, ou seja, uma educação com valores e princípios claramente definidos.
A formação educacional de jovens e adoslecentes para o futuro, vai muito além de escolas com conteúdo curricular, que os preparará para o vestibular. Uma  educação de qualidade, tem obrigatoriamente que os preparar para tomar decisões  de caráter moral e ético.
Todos nós, pais e educadores, temos o desafio de salvar as futuras gerações do engano de achar que informação e conhecimento são a mesma coisa.
Informação nossos jovens podem ter com um click. Porém, conhecimento é algo que se entrelaça com a nossa história familiar, de quem somos, em que acreditamos,quais são os nossos valores.
 Quero chamar atenção nesta postagem, é que a maioria dos pais hoje tem apenas, informações sobre seus filhos, mas, não tem conhecimento em que tipo de pessoas eles estão se tornando.











terça-feira, 12 de julho de 2011

Pais bons ou maus. Ser ou não ser, eis a questão?

Leia este artigo e relembre o quanto sues pais foram maus com você.
PAIS MAUS
Dr. Carlos Hecktheuer
Quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:

Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.

Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado e dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queremos pagar”.

Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, por duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

Mais do que tudo:

Eu os amei o suficiente para dizer-lhes "não", quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso, e em alguns momentos até me odiaram. Essas eram as mais difícieis batalhas de todas.

Estamos contentes, vencemos! Porque, no final, vocês venceram também!
E, em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se seus pais eram maus, meus filhos vão lhes dizer: "Sim, nossos pais eram maus. Eram os pais mais malvados do mundo".

As outras crianças comiam doces no café, e nós tínhamos de comer pão, frutas e vitaminas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço, e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne e legumes. E eles nos obrigavam a jantar à mesa, bem diferente dos outros pais que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.

Eles insistiam em saber onde estávamos à toda hora. Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.

Papai insistia para que lhe disséssemos com quem iríamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
Nós tínhamos vergonha de admitir, mas eles "violavam as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos de tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruel. Eu acho que eles nem dormiam à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Eles insistiam conosco para que disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E, quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos.

A nossa vida era mesmo chata. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos de esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde. O papai, aquele chato, levantava para saber se a festa foi boa só para ver como estávamos ao voltar.

Por causa de nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa deles.

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo de tudo para sermos "PAIS MAUS", como os nossos foram.

Fonte: Jornal Missão Jovem, Ano XVIII, nº 190. Junho/2004. Pais Maus, Dr. Carlos Hecktheuer, Médico Psiquiatra, Passo Fundo, RS.
E-mailcrhecktheuer@tpo.com.br